Sintomas de autismo

Sintomas de autismo



Sintomas de autismo, diagnóstico, desafios, primeiros sinais e formas de desenvolver o paciente.

Os Transtornos de Espectro Autista (TEA), ou Autismo, como é popularmente conhecido, são distúrbios que geram atrasos nos processos de comunicação, comportamento social e desenvolvimento da criança.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em média 70 milhões de pessoas possuem algum grau de autismo em todo o mundo. No Brasil estima-se cerca de 2 milhões de pessoas.

A doença se desenvolve tanto no sexo masculino, quanto no feminino, e em todas as etnias. No entanto, o número de pacientes do sexo masculino é cerca de 4,5 vezes maior do que pacientes do sexo oposto.

Autismo: transtorno de desenvolvimento grave que prejudica a capacidade de se comunicar e interagir.

Como o autismo é diagnosticado

Sintomas de autismo

Não existe um exame que diagnostique precisamente o autismo. Por tratar-se de um transtorno que afeta a interação social e, muitas vezes, a linguagem, a criança tende a ser examinada por uma equipe multidisciplinar.

E que possam acompanhar o desenvolvimento deste paciente, como profissionais da pediatria, psicologia, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e professores.

A criança autista já demonstra diversos sinais do transtorno desde muito pequena. No geral, o diagnóstico costuma ser feito após os dois anos de idade. Mas antes disso vários sintomas podem ser observados.

Atualmente, o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é classificado de acordo com a necessidade de auxilio ou intensidade de dependência do paciente. Os graus são divididos em três classes: autismo severo, moderado ou leve.

Como identificar

Sintomas de autismo

Bebês muito pequenos já são capazes de identificar expressões, são atraídos por vozes e até sorriem para brincadeiras.

No geral, bebês que desenvolvem esta condição não costumam reagir a estes estímulos. Bebês maiores, por volta de um ano, já começam a criar curiosidade pelo mundo ao seu redor, pelas cores, sons e desenhos.

O que também não ocorre com bebês autistas, que possuem muita dificuldade em interagir com o mundo ao seu redor.

Quando são maiores, as crianças autistas sentem muita dificuldade de integrar atividades grupais, e gostam de brincar sozinhas. Expressões faciais, gestos e até questionamentos são coisas muito difíceis de ser interpretados por quem carrega este transtorno.

Outro sinal muito comum de acontecer em crianças autistas são os chamados comportamentos estereotipias, ou a inclinação em desenvolver apenas algumas atividades.

Muitos jovens e adultos autistas costumam ter facilidade em atividades objetivas, que não lhes apresenta muitas opções ou desenvolve o senso crítico, como a matemática.

Também não é raro o paciente autista ter episódios de frustração, raiva e até violência. Estes normalmente ocorrem quando algo não acontece da forma como a criança previa.

NÍVEL 1 – LEVE – Pacientes que necessitam de pouco suporte

Os pacientes classificados em grau leve costumam necessitar de pouco suporte. Podem apresentar dificuldades em se comunicar, mas este desafio não limita as interações sociais, embora demonstrem pouco interesse em conectar-se com outras pessoas, adultas ou crianças.

Apesar de os danos serem pequenos neste grau, as crianças ainda precisam de apoio constante e regular para que não sofram perdas nas interações sociais.

Neste nível a criança tende a ficar por bastante tempo realizando apenas uma atividade (hiperfoco) e costuma resistir quando precisa alternar para outra. Possui também dificuldade de se organizar e planejar, e este é o principal ponto negativo para a independência e autonomia da pessoa.

NÍVEL 2 – MODERADO – Pacientes possuem necessidade de suporte

A carência de habilidades da criança já se torna notável em todas as formas de comunicação: não-verbal e verbal. Dificilmente irá tomar a iniciativa para uma conversa ou brincadeira com outras pessoas e, quando é introduzida em algum diálogo, as respostas provavelmente serão incomuns ou curtas.

A criança que é classificada com grau 2 de autismo sente muita dificuldade em desafiar a rotina pré-estabelecida, preferindo manter o que já conhece.

Por isso uma simples visita, que quase nunca frequenta a casa da criança, pode ser um grande desafio de convivência. Sendo assim, o paciente se sente estressado com muita facilidade e tem resistências para trocar de foco ou atividade que estiver fazendo.

NÍVEL 3 – SEVERO – Pacientes necessitam de muito suporte

As crianças classificas em Grau Severo de Autismo costumam possuir uma perda muito grande na comunicação não-verbal e verbal. Costumam não interagir com outras pessoas, mesmo em gestos ou ações. Além disso, possuem dificuldades em iniciar uma nova interação e quase nunca respondem as tentativas de outras pessoas.

São severas em seu comportamento, enfrentando grandes dificuldades com mudanças de rotina. Possuem hábitos repetitivos ou restritivos, e enfrentam grande estresse quando são convidadas ou induzidos a mudarem sua atenção para alguma atividade.

Como ajudar uma criança a se desenvolver – Sintomas de autismo

A criança autista possui algumas delimitações quanto ao convívio social. No entanto, incentivar habilidades é essencial para auxiliar a criança a se desenvolver e promover um futuro com mais oportunidades.

Um dos passos mais importantes para auxiliar uma criança autista é verificar as preferências dela. Se prefere brincar com peças de montar, por exemplo, ajude na atividade sem intervir no espaço e na construção que a criança estiver realizado. Isso chamará a atenção dela, e ainda estará estimulando suas habilidades.

Reforce o que a criança faz bem e respeite suas preferências. Realizar as atividades que lhe trazem alegria junto a criança causa empatia e aumenta a confiança. Mas saiba respeitar as maneiras como a criança realiza cada etapa. Se costuma guardar os brinquedos pequenos antes dos grandes, mantenha este ritual.

Se você quiser que a criança realize alguma atividade, peça com brevidade, sempre dando ordens simples e objetivas. Dê tempo para a criança realizá-la, tomar a frente e fazer em seu lugar pode ser bastante frustrante.

Pequenos gestos podem fazer muita diferença na vida de uma criança autista. Demonstrar empatia e estar presente, respeitando e valorizando suas habilidades é a principal forma de aproximar-se e estar auxiliando no desenvolvimento do paciente.

Conhecimentos para a enfermagem

Sintomas de autismo

Antes de tudo, é importante que o técnico em enfermagem conheça o máximo possível sobre o autismo. Desta forma os cuidados serão mais eficientes tanto com o paciente e as dúvidas com a família serão sanadas com mais profissionalismo.

Até os 15 meses de vida:

  • O choro é estremo, ou não acontece ou é demasiado.
  • A alimentação é difícil.
  • Não acontece grandes interações com as pessoas e/ou o ambiente.
  • Ocorrerá movimentos repetidos como balançar os braços.
  • Obsessão por algum objeto.
  • O ato de dormir é dificultoso.

Dos 16 meses até 2 anos:

  • Existe uma preferência irregular quando a criança é alimentada.
  • A fala é dificultosa ou ausente.

Acima dos 2 anos:

  • Continuamos com dificuldades na comunicação verbal, as palavras são repetidas.
  • Jogos comuns são difíceis ou impossíveis para as crianças.
  • Insensível com a dor.

Como ações para reduzir os sintomas de autismo, o profissional de enfermagem pode realizar:

  • Desviar a atenção da criança quando ocorrer auto-agressão.
  • Incentivar o carinho, principalmente pelo toque.
  • Atentar ao que a criança falar.
  • Ensinar a higiene sempre. Saiba mais sobre higiene pessoal no artigo: Hábitos de higiene corporal: 5 dicas recomendadas pela Anvisa.
  • Desfocar os movimentos repetitivos.
  • Incentivar atividades com mais crianças ou pessoas.
  • Atividades entre a família.
  • Brincar com os objetos preferidos.
  • Brincadeiras lúdicas ou com figuras.

Informações gerais

Sintomas de autismo

  • O tratamento que é feito por terapia tende a auxiliar, contudo o autismo não tem cura.
  • Pode causar anos ou uma vida inteira de sinais e sintomas de autismo.
  • Não necessita de exames de imagem ou de laboratório, apenas um diagnóstico médico.
  • A gravidade dos sintomas de autismo podem variar já que afeta o sistema nervoso.
  • Os pacientes podem ter falta de contato visual; agressões; auto-agressões; gritos; choro; hiperatividade; imitação de movimentos; relacionamento interpessoal inadequado; repetição de palavras, de ações e movimentos. Pode surgir sintomas de autismo de nível psicológico como depressão ou apatia.
  • Comumente podemos ver andar na pontas dos pés, tiques, sensibilidade ao som e ansiedade.
  • Os medicamentos antipsicóticos podem reduzir ou melhorar alguns transtornos mentais do paciente.

Todas as informações deste artigo são baseadas no que normalmente acontece a um enfermo desta doença. Contudo não se aplica a todos.

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Referências bibliográficas:

CRISTINA, Érica. “A Enfermagem na Atenção com o Autismo”; Enfermeiro Aprendiz. Disponível em < http://www.enfermeiroaprendiz.com.br/enfermagem-na-atencao-com-o-autismo/ >. Acesso em 01 de maio de 2018.
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BAÚ, Giovanna; GRUBE, Gabrielle. “Como ajudar uma criança com autismo a se desenvolver – veja as dicas do Instituto Ninho Azul sobre a interação social”; Inspirados pelo Autismo. Disponível em < https://www.inspiradospeloautismo.com.br/como-ajudar-uma-crianca-com-autismo-a-se-desenvolver/ >. Acesso em 01 de maio de 2018.
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MONTEIRO, C. F. S. et al. Vivências maternas na realidade de ter um filho autista: uma compreensão pela enfermagem. Rev. bras. enferm. vol.61 no.3 Brasília May/June 2008.

E para finalizar, mais links sobre sintomas de autismo:



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Diego Lopes

Técnico em Enfermagem em Site
Formado em Técnico em Enfermagem com eixo tecnológico em ambiente e saúde.
Qualificação profissional em APH - Atendimento Pré-Hospitalar na qualidade de aluno.
Certificado de Honra ao mérito do Coren-RS como aluno que apresentou o melhor desempenho no curso.
Escritor nas horas vagas e fundador do site www.tecnicoemenfermagem.net.br.
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