Pé Diabético

Pé Diabético: 15 Dicas para cuidar e 11 sinais de alerta

 

 

Como o diabetes afeta os pés?

Os pés possuem uma extensa ramificação nervosa, que é responsável pela sensibilidade. Porém, quando a doença evolui, especialmente se não for tratada corretamente, pode levar a:

  • • Uma danificação nervosa ou “neuropatia periférica”, que provoca alterações de sensibilidade, e/ou
  • • Redução do aporte sanguíneo, conhecida por “má circulação”.

Esta danificação pode significar que o paciente não sinta um objeto estranho dentro do sapato, devido à perda de sensibilidade dos pés, por exemplo.

Se apresentar “má circulação”, qualquer ferimento ou infecção irá demorar mais tempo até a cura. Pois o sangue providência os nutrientes responsáveis pelo processo de cicatrização dos tecidos danificados.

 

Pé diabético: o que é?

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Uma complicação muito comum e ao mesmo tempo complexa causada pelo Diabetes Mellitus. Esta denominação, Pé diabético, está relacionada quando uma área do pé do paciente que estava machucada ou infeccionada evolui para uma úlcera/ferida.

A evolução para algo mais grave ocorre quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia não são controlados de forma correta. Provocando perda de neuropatia periférica, úlcera, deformação, infecção, limitação da mobilidade das articulações, problemas vasculares, alteração ao caminhar e infelizmente até mesmo a amputação. Por isso, é muito prudente ficar atento a qualquer ferimento nos pés e procurar ajuda logo. Evitando assim, o que normalmente acontece onde os pacientes procuram socorro em estágios avançados de uma lesão.

Lembre-se que o paciente com diabetes precisa de uma avaliação céfalo-caudal bem criteriosa.

Dados alarmantes!

Você sabia que a principal causa de internação do paciente com Diabetes é o pé diabético? Segundo A OMS um dos problemas mais complexos que a Saúde Pública precisa resolver é a Diabetes. No ano de 2025 é previsto mais de 350 milhões de portadores, sendo que no mínimo 1/4 ou 25% irão ter algum problema nos pés. E para piorar a OMS estima que no mundo, ocorrem duas amputações por minuto por causa do Pé diabético. E destes 25%, 85% são precedidas por úlceras e a maioria são de fumantes.

Prevenção e cuidados

Verifique diariamente os pés e proteja bem os dedos e os tornozelos para evitar lesões ou agravamento de uma já iniciada. Uma dica é usar um espelho ou pedir ajuda a alguém próximo como um familiar. É importante realizar o exame em um local bem iluminado.

15 dicas para cuidar de seus pés

  1. Ao sair dos banho seque bem os pés sem esfregar;
  2. Corte as unhas regularmente (com cuidado);
  3. Evite calor no local como bolsas de água quente, fogo (calor de lareira, por exemplo), secador de cabelo, aquecedor e cobertor térmico;
  4. No banho use sabonete de glicerina e água morna (a temperatura ideal pode ser medida usando o cotovelo);
  5. Faça um exame no sapato, na costura e na palmilha toda vez antes de usá-lo;
  6. Evite usar sapatos sem meia;
  7. Não fume;
  8. Não beba;
  9. Vá as consultas periódicas com seu médico e peça para ele examinar os pés;
  10. Hidrate a pele com creme ou loção;
  11. Ao se expor ao Sol, utilize protetores solares nos pés;
  12. Evite cruzar as pernas para facilitar a circulação;
  13. Se você trabalha sentado, procure mexer os pés a cada meia hora;
  14. Evite andar descalço em qualquer ambiente;
  15. E por fim, evite excesso de peso.

50% dos portadores de diabetes desconhecem que têm este diagnóstico.

 

Você sabe o que procurar ao examinar?

No exame procure bolhas, feridas, ferimentos, calos, frieiras, cortes, rachaduras e alterações de coloração na pele. 
E em todas as consultas com seu médico, peça-o para examinar seus pés.

Existe uma meia mais indicada?

Sim, use meias sem elástico e costura. No inverno o melhor é as de lã e no verão o mais recomendado é as de algodão.

Que tipo de calçados devo usar?

A melhor opção são os sapatos fechados com couro macio, com numeração e altura adequadas e, claro, que sejam confortáveis. Os que possuem piso anti-derrapante com solado rígido são uma boa opção para dar maior segurança para caminhar. Existem lojas especializadas que oferecem calçados e palmilhas específicos para diabéticos.

Para os exercícios físicos, você pode usar um tênis confortável que possua amortecimento de impactos. Uma boa ideia é reservar um tênis apenas para a prática de esportes.

Os sapatos devem ser comprados de preferência na parte da tarde e em dias de calor, quando os pés estarão mais inchados.

Nunca use um sapato novo o dia inteiro.

Nas mulheres, os saltos quadrados de no máximo 2 a 3 centímetros de altura e, se possível, no formato de mata-borrão. Evitar saltos altos e bicos finos, para não apertarem os pés.

Sapatos de plástico ou de couro sintético aumentam a transpiração nos pés e devem ser evitados. 

Os chinelos também devem ser cuidados, pois deixam os pés desprotegidos e deformam com o uso; A sugestão é não usar.

Como é os cuidados com as unhas?

O ideal é cortá-las com intervalo máximo de 1 mês e lixar uma vez na semana. Utilizar um cortador de unhas ou uma tesoura de ponta romba.

O corte deve ser quadrado para lixar os cantos até ficarem arredondados.

Caso você esteja com uma unha encravada, verifique a necessidade de um serviço especializado em tratamento dos pés ou um dermatologista para avaliar a possibilidade de uma pequena cirurgia no local.

Não tire as cutículas e se for a um profissional que for cuidar dos pés informe sempre que é diabético.

É importante que você saiba que não poderá cortar os calos, nem usar calicidas ou abrasivos como lixas. E conscientize-se de que se existem calos é porque provavelmente os calçados estão inadequados.

Se ao fazer o exame, notar que as unhas estão muito grossas, com aspecto “esfarelado”, com cor diferente do normal ou até descolando, vá a um dermatologista pois pode ser micose.

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Não use produtos com iodo, corantes ou adesivos diretamente na pele.

Devo ir em um Podiatra?

Na dúvida sempre vá! Faça uma consulta em um profissional da área de Podologia. Ele provavelmente irá examinar a circulação sanguínea através do pulso dos pés, pela artéria tibial anterior e artéria pedia. A avaliação da sensibilidade também poderá ser realizada.

Úlceras do pé diabético

As úlceras, quando não tratadas, podem evoluir ao ponto de comprometer músculos e até os ossos. Em alguns casos, quando a circulação sanguínea foi comprometida, os antibióticos não funcionam corretamente ao tentar combater a infecção tendo como única solução a amputação para impedir que o paciente morra de sepse.

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Conheça agora 11 sinais que podem significar problemas:

  1. Dormência nos pés;
  2. Não crescimento de pelos nos pés e pernas;
  3. Micoses inter digitais;
  4. Feridas e secreções;
  5. Pele seca, escamosa ou brilhante;
  6. Pontas dos pés cianóticas;
  7. Rachaduras nos calcanhares;
  8. Perda de sensibilidade;
  9. Dor;
  10. Calos em pontos de pressão dos pés;
  11. Cãibras em repouso ou ao caminhar.

A saúde é o resultado não só de nossos atos como também de nossos pensamentos. – Mahatma Gandhi

Tratamentos:

Neuropatia:

O tratamento da neuropatia é sintomático. São receitados (na maioria dos casos) vitaminas do complexo B, antidepressivos, tricídicos e/ou carbamezapina.

Macroangiopatia diabética:

O tratamento para as consequências da macroangiopatia diabética, são os mesmos utilizados para a não diabética:

  • Realizar exercícios programados de marcha.
  • Evitar traumatismo químico, térmico ou físico nos pés.
  • Usar vasodilatadores: Pentoxifilina.

Cirúrgico quando necessário:

  • Desbridamento (limpeza cirúrgica) de pequenas áreas de abcesso ou extensas, quando necessário, área de infecção que não melhore com o antibiótico.
  • Revascularização do membro que somente pode ser avaliado, indicado e realizado após a utilização da arteriografia.
  • Drenagem e amputação aberta, se necessário.
  • Fisioterapia e reabilitação.

Quer mais informação? Veja este excelente vídeo sobre o Pé Diabético:

 

 

E para finalizar, links sobre o assunto:

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Diego Lopes

Técnico em Enfermagem em Site
Formado em Técnico em Enfermagem com eixo tecnológico em ambiente e saúde.
Qualificação profissional em APH - Atendimento Pré-Hospitalar na qualidade de aluno.
Certificado de Honra ao mérito do Coren-RS como aluno que apresentou o melhor desempenho no curso.
Escritor nas horas vagas e fundador do site www.tecnicoemenfermagem.net.br.
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One thought on “Pé Diabético: 15 Dicas para cuidar e 11 sinais de alerta

  1. Muito interessante o site. Mas meu problema são essas dores. Quando enfrentei uma crise de lombalgia, o médico me falou desse colchão ortopédico. Quem daqui já ouviu falar? Ouvi dizer que melhora até estresse.

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