hábitos de higiene corporal

Hábitos de higiene corporal: 5 dicas recomendadas pela Anvisa

 

 

O que são hábitos de higiene corporal?

É um somatório de cuidados (tomar banho, escovar os dentes, cortar as unhas, cortar o cabelo e fazer a barba) que devemos adotar com o nosso corpo para auxiliar na limpeza e assepsia, assegurando uma qualidade de vida melhor.

A higiene corporal diária além de proteger contra doenças, elimina resíduos naturais do corpo de suas inúmeras glândulas que produzem o suor e o sebo diariamente.

Então, podemos perceber, que uma escassez de banho provocará acúmulos dessas substâncias, que ao somarem a outras sujeiras (poeira, terra, etc.) provocam odores e facilitam o risco de aparecimento de vermelhidão na pele, piolhos, escabiose, micose, seborreia, infecções urinárias e até corrimento vaginal, etc.

Mesmo que tenhas ótimos hábitos de higiene corporal, você poderá adoecer.

 

O que é higiene?

É importante entendemos que higiene é fundamental em todas as especialidades da área da saúde por ser um conjunto de técnicas e regras destinadas a preservação da saúde e prevenção de doenças por meio da limpeza e/ou desinfecção (para saber mais sobre este assunto leia O que é Higiene e Profilaxia).

Nos hospitais os hábitos de higiene corporal são reconhecidos como um conjunto de procedimentos para assegurar a proteção, o bem-estar físico e o psicológico dos pacientes.

O vocábulo higiene deriva da deusa Hígia, reverenciada em Atenas como protetora da saúde.

 

Fatos históricos

Os hábitos de higiene no Brasil eram precários antigamente. Em 1800, por exemplo, as casas não tinham banheiros e tudo era feito em penicos e bacias, que eram levados para longe pelos escravos ou jogados nas ruas. Saiba mais sobre este assunto no post A evolução histórica da higiene.

O técnico em enfermagem com base fundamentada cientificamente, realiza a higiene corporal diariamente para o exercício da profissão, ou seja, ao realizar este procedimento está sendo aplicado conhecimentos acumulados ao longo da história.

Tomemos o exemplo da Florence Nightingale (1820-1910), enfermeira inglesa, também conhecida como Dama da Lâmpada. Acredita-se que o conceito de limpeza corporal na Enfermagem começou através dela, pois doutrinava sobre as discussões científicas da água estar relacionada com a salubridade dos ambientes.

Ela tinha noção que água morna e sabão, era uma combinação que, verdadeiramente, promovia limpeza. Também era meticulosa com os cuidados com a pele, pois via nela um local de secreções nocivas e que necessitava de limpeza por meio do banho com água, sabão e esfregaços.

Obviamente que o objetivo de tal prática vai da limpeza para o alívio e conforto, mantendo o máximo a saúde do profissional e do paciente.

Com este breve fato histórico podemos perceber que a equipe de saúde tem papel importante na transmissão da infecção hospitalar e/ou domiciliar.

O uso correto de técnicas assépticas, dos equipamentos de proteção individual (EPI) e/ou coletivo (EPC), também ajudam a manter uma higiene corporal e por consequência diminui o risco de infecção hospitalar.

Os hábitos de higiene corporal têm como suporte as regras culturais e o conhecimento científico específicos de cada momento na história.

Conheça agora os 5 hábitos de higiene corporal mais recomendados pela Anvisa para a prevenção de infecção hospitalar:

1# Lavar sempre as mãos antes de realizar qualquer procedimento

higiene corporal

As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes, que podem se transferir por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminadas.

A pele geralmente possui dois tipos de microrganismos (microbiota): os residentes e os transitórios. Nos residentes são constituídos por seres de baixa virulência, como estafilococos, corinebactérias e micrococos.

Todavia, são mais difícil de serem removidos pela higienização das mãos com água e sabão, uma vez que coloniza as camadas mais internas da pele. Já os transitórios colonizam a camada mais superficial da pele, o que permite sua remoção mecânica pela higienização com água e sabão, e por isso são eliminados com mais facilidade ao utilizar uma solução anti-séptica.

Alguns exemplos são: enterobactérias (Ex: Escherichia coli), bactérias não fermentadoras (Ex: Pseudomonas aeruginosa), além de fungos e vírus. Os patógenos hospitalares mais relevantes são:Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis,Enterococcus spp., Pseudomonas aeruginosa, Klebsiellaspp., Enterobacter spp. e leveduras do gênero Candida.

As infecções relacionadas à assistência à saúde geralmente são causadas por diversos microrganismos resistentes aos antimicrobianos, tais como S. aureus e S. epidermidis, resistentes a oxacilina/meticilina; Enterococcus spp., resistentes a vancomicina; Enterobacteriaceae, resistentes a cefalosporinas de 3ª geração e Pseudomonas aeruginosa, resistentes a carbapenêmicos.

As taxas de infecções e resistência microbiana aos antimicrobianos são maiores em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), devido a vários fatores: maior volume de trabalho, presença de pacientes graves, tempo de internação prolongado, maior quantidade de procedimentos invasivos e maior uso de antimicrobianos. (Anvisa)

Separamos este vídeo postado pela Secretaria de Saúde do DF que ensina uma correta lavagem das mãos. É um ótimo vídeo, vale a pena conferir!

 

2# Manter os cabelos longos presos durante o trabalho e sua higiene

higiene corporal

Em relação ao uso de redes, não há nada preconizando o seu uso em ambiente hospitalar, como em áreas administrativas. Os únicos que devem usar essas redes são os funcionários da cozinha (SND) para evitar que caia fios de cabelo nos alimentos.

O ato de prender o cabelo longo fora do Centro Cirúrgico e/ou Obstétrico está mais ligado a apresentação pessoal. Todavia, as toucas, nos Centro Cirúrgico e Centro Obstétrico ou quando for realizar algum procedimento que se necessite dela, se faz obrigatoriamente necessário o seu uso. (Anvisa)

Relacionado a higiene, o cabelo possui um alto índice de acúmulo de poeira e gordura e por isso é importante que a lavagem ocorra, no mínimo duas vezes por semana. Já o corte deve ser frequente, pois a falta disso deixa os fios mais quebradiços e danificados.

3# Manter as unhas curtas e bem cuidadas

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A Anvisa sugere para não usar unhas artificiais ou extensores de unhas quando tiver em contato direto com os pacientes. É importante também mantermos as unhas naturais (sem esmalte, por exemplo) e curtas (pontas com menos de 0,5 cm de comprimento). É indicado para remover a sujeira sob as unhas o uso de um limpador de unhas, preferencialmente em água corrente.(Anvisa)

 

4# Evitar o uso de jóias e bijuterias, como anéis, pulseiras e demais adornos

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Outras políticas relacionadas à eficácia de procedimentos de higienização das mãos, tais como cuidado com as unhas (mencionado no item anterior) é o não uso de jóias. Um exemplo é na área de manipulação que não deve ser permitido o uso de cosméticos, jóias e relógios de pulso, a fim de evitar contaminação por partículas.

Então, a equipe de enfermagem deve atender a um alto nível de higiene para uma correta lavagem das mãos, retirando os adornos e cosméticos antes de operacionalizar ou administrar algo como uma NP (Nutrição Parenteral), por exemplo. (Anvisa)

5# Não encostar ou sentar-se em superfícies com potencial de contaminação, como macas e camas de pacientes

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Os profissionais podem levar bactérias de um paciente para outro simplesmente sentando nas camas ou macas, por isso evitar esta situação ajuda muito no combate a infecção hospitalar.

Caso o técnico em enfermagem perceba que um visitante ou acompanhante está com intensão de usar um leito vago para deitar e até mesmo sentar, explique que essa utilização impediria a hospedagem de outro paciente. Já que este leito está pronto, evitando assim uma possível contaminação;

#Dicas extras hábitos de higiene corporal

Lembre-se que as roupas também são itens de hábitos higiene corporal e devem estar limpas, assim como o jaleco e o calçado.

E que estejam de acordo com as estações do ano e com as normas do local do seu trabalho. Em suma, o que devemos entender é que o vestuário mantém a temperatura do corpo e que devemos trocá-lo para não causar mau cheiro, após sujo.

E sempre opte por roupas confeccionadas em algodão, principalmente as meias e roupas íntimas.

E por fim, depois de cada refeição há resíduos alimentares que ficam nos dentes, acumulando-se e atraindo microrganismos.

Eles produzem substâncias ácidas que prejudica e destrói o esmalte dos dentes provocando as cáries. Quando a cárie se aprofunda provoca abcessos dentários, dores de cabeça, enxaquecas, problemas no funcionamento dos pulmões, coração, fígado, rins, sistema nervoso, coluna vertebral, etc.

Por isso, escove os dentes após cada refeição e visite regularmente o dentista.

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E para finalizar, mais links sobre o assunto:

 

 

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Diego Lopes

Técnico em Enfermagem em Site
Formado em Técnico em Enfermagem com eixo tecnológico em ambiente e saúde.
Qualificação profissional em APH - Atendimento Pré-Hospitalar na qualidade de aluno.
Certificado de Honra ao mérito do Coren-RS como aluno que apresentou o melhor desempenho no curso.
Escritor nas horas vagas e fundador do site www.tecnicoemenfermagem.net.br.
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