Dados epidemiológicos da Hanseníase no Brasil

Dados epidemiológicos da Hanseníase no Brasil



Os dados epidemiológicos da Hanseníase no Brasil serão o foco deste artigo. Contudo, caso tenha interesse também em conhecer mais sobre a doença, acesse o artigo: Hanseníase e a campanha Janeiro roxo.

Hanseníase, um problema de saúde pública no País

Hanseníase, um problema de saúde pública no País

Quem já leu o artigo mencionado acima já entende melhor sobre esta doença e sabe que é infecciosa e crônica. Uma enfermidade que é transmitida pelas vias aéreas entre humanos e ao se manifestar gera manchas com modificações nos nervos periféricos tornando o tato diferente. Acometendo em maior número de pacientes as pernas e braços.

A sua transmissão é baixa já que praticamente 90% da população nacional apresenta imunidade. Porém, infecta muito fácil e assim a sua proliferação até chegar nos 10% vulneráveis é preocupante. Afinal, ela leva até cinco anos para desencubar e começar suas primeiras manifestações no enfermo.

O exame dermatológico precisa ser feito em todos os contatos intradomiciliares. 

Quando existe um caso novo da doença é fundamental que se investigue quem morou ou ainda reside com a pessoa infectada neste prazo de cinco anos (relatado acima). Pois, estas pessoas tem uma grande risco de estarem também adoecidas do mesmo mal. Ao realizar a investigação conseguimos de forma satisfatória impedir novas transmissões.

O número de novos casos vem diminuindo há mais de uma década e mesmo assim ainda mantemos o segundo lugar vergonhoso de maior quantidade de enfermos no mundo.

O objetivo do governo federal é de menos de 1 caso para cada 10 mil habitantes.

No gráfico abaixo, foi separado por região e de forma generalizada a detecção de casos por 100 mil habitantes em 2013.
Hanseníase por região

[row style=”boxed”] [col span=”1/1″ animate=”fadeInLeft”]

Links externos da UNASUS

[divider]

Sociedade Brasileira de Hansenologia
Organização Mundial da Saúde – Eliminação da Hanseníase
Hanseníase do Portal da Saúde
SAGE – Sala de Apoio à Gestão Estratégica
[/col] [/row]

O registro dos contatos deve ser feito na ficha de notificação e no boletim de acompanhamento os casos já examinados.

Dados epidemiológicos da Hanseníase

Agora vejamos alguns dados epidemiológicos da Hanseníase em infográficos. Começaremos com os menores de 15 anos de idade, ou seja, 7% dos casos novos em 2012 algo interessante: que normalmente existe mais um pessoa doente adulta próxima a esta criança necessitando de tratamento imediato. Veja o infográfico abaixo.

Hanseníase menores de 15 anos

A Hanseníase pode tornar uma pessoa incapaz, ou seja, falando dos casos novos que são 14% em 2012, apresentaram algum tipo de incapacidade física ou lesão que às vezes não tem recuperação. Para reduzir estes números é necessário manter as ações para lograr um diagnóstico rápido e claro, manter o acesso facilitado ao SUS para este fim.

A Hanseníase possui um grande tempo de incubação e por isso, uma criança infectada geralmente está ligada a um contato com um adulto também infectado.

Existem regiões no Brasil em que o número (dados epidemiológicos da Hanseníase) de doentes são mais altos. No infográfico abaixo, perceberemos a seriedade da questão.

Hanseníase municípios

Em uma breve visualização percebemos que os maiores índices de casos da doença são nas regiões mais desfavoráveis do país. Então, os programas sociais são importantíssimos para ajudar na luta contra a Hanseníase. Algumas forma de ajudar são os bolsões de pobreza, restaurantes comunitários, banco de alimentos, capacitação dos agentes de saúde, busca ativa e passe livre. Com estes simples gestos o país pode conseguir um fortalecimento no exame de contatos e na continuidade do tratamento.

Lembre-se que todas as manifestações da Hanseníase tem cura. Porém pode deixar sequelas.

Aos profissionais de saúde

Você que é profissional da saúde conheça mais sobre esta doença na cartilha que o Ministério da Saúde oferece chamada “Hanseníase e Direitos Humanos: Direitos e Deveres dos Usuários do SUS”.

Caso precise dos dados epidemiológicos da Hanseníase de seu município para um trabalho específico na sua unidade de saúde ou até para fins acadêmicos acesse o site da SAGE, depois clique em “situação de saúde”, em seguida em “indicadores de morbidade” e por fim “Hanseníase“.

[row style=”boxed”] [col span=”1/1″ animate=”fadeInLeft”]

Recursos complementares da UNASUS

[divider] [/col]

[/row]



Veja também:

Saiba mais sobre a vigilância de contatos intradomiciliares

vigilância de contatos intradomiciliares

O contato intradomiciliar é toda a pessoa que tenha convivido com o enfermo durante o prazo de cinco anos. Sendo assim, é necessário que estes contatos realizem um exame dermatoneurológico. Caso estas pessoas não tenham cicatriz ou até tenham no máximo uma cicatriz de BCG é necessário repetir a dose. Sabemos que a vacina BCG não é para Hanseníase, todavia fornece proteção contra o tipo multibacilar. Caso seja uma criança com menos de um ano já vacinada não é necessário uma nova aplicação. Mas, em caso de dúvida se um contato intradomiciliar já tenha feito a vacina BCG (falta da cicatriz) é recomendado aplicar uma dose.

Os contatos intradomiciliares serão sempre prioridades para exames de contatos novos.

Como já falamos que a incubação da doença pode levar de 2 a 7 anos, pode acontecer de sintomas começarem a aparecer após uma consulta de investigação da doença. Então caso aconteça é necessário voltar e realizar novos testes.

Aos profissionais da saúde é imprescindível que façam uma ficha de notificação, motivem o paciente a trazer os contatos intradomiciliares e informar todo mês a quantidade de contatos examinados, número de pacientes com alta e os que permanecem com tratamento no Boletim de Acompanhamento de Casos de Hanseníase.

Esta doença precisa de notificação compulsória para que os dados epidemiológicos da Hanseníase estejam sempre atualizados.

Para baixar:

Slides para apresentação em aula:

Apresentação pronta – Grátis
Referências bibliográficas

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 3.125 de 7 de outubro de 2010. Aprova as diretrizes para vigilância, atenção e controle da Hanseníase. Diário Oficial da União 7 out 2010; Seção 1.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Guia de Vigilância Epidemiológica. 7ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2010.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância em Doenças Transmissíveis. Plano integrado de ações estratégicas de eliminação da hanseníase, filariose, esquistossomose e oncocercose como problema de saúde pública, tracoma como causa de cegueira e controle das geo-helmintíases. Brasília: Ministério da Saúde; 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico: Situação da hanseníase no Brasil – análise de indicadores selecionados na última década e desafios para eliminação. Brasília: Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, CGHDE, Volume 44, n. 11, 2013.

.

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Weekly Epidemiological Record. WHO: Geneva, Switzerland, nº. 35, p. 365–380; 88th year, 2013.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde . Hanseníase: capacitação para profissionais da atenção primária em saúde. Brasília, 2011.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Roteiro para Uso do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan NET HANSENÍASE. Brasília: Ministério da Saúde; 2010.
Hanseníase: capacitação para profissionais da APS. Ministério da Saúde, 2011.
UNASUS
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Dicionário de dados – Sinan-NET, versão 4.0. Brasília: Ministério da Saúde; 2010.

E para finalizar, mais links sobre o assunto:



Se você gostou desse artigo, clique em algum dos ícones de compartilhamento abaixo para ajudar a divulgá-lo.
🙂

Contato

Diego Lopes

Técnico em Enfermagem em Site
Formado em Técnico em Enfermagem com eixo tecnológico em ambiente e saúde.
Qualificação profissional em APH - Atendimento Pré-Hospitalar na qualidade de aluno.
Certificado de Honra ao mérito do Coren-RS como aluno que apresentou o melhor desempenho no curso.
Escritor nas horas vagas e fundador do site www.tecnicoemenfermagem.net.br.
Contato

Últimos posts por Diego Lopes (exibir todos)

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *