Mulher levando pessoa para dentro da ambulância



Atualização PHTLS e a principal mudança ocorrida para o suporte básico de vida de pacientes em estado de emergência.

O ABCDE do trauma é conhecido e aplicado mundialmente por profissionais da área da saúde ao entrar em contato com um paciente vítima de algum trauma.

Esse tipo de protocolo, visa manter o paciente vivo e estável. Até o momento do mesmo ser direcionado a um serviço de emergência mais estruturado.

O motivo para a criação desse modelo é que, em 1976, Jim Styner, um cirurgião ortopédico, sofreu um acidente com a sua família e notou o quão precário era o atendimento a vítimas traumatizadas.

Entretanto, a medicina continua mudando e se atualizando. Com o passar do tempo para garantir sempre o melhor tratamento possível as pessoas.

Por isso, o ABCDE foi repensado e agora recebe o nome de XABCDE de acordo com a atualização PHTLS em sua nona edição.

Dessa forma, hoje iremos explicar sobre essa mudança e o que ela significa para os profissionais da área da saúde. Vamos lá?

O que representava o ABCDE do trauma na atualização PHTLS?

Equipe realizando atulização PHTLS em uma pessoa

Descrição acessível: Equipe realizando manobras de XABCDE em um acidentado.

O antigo modelo do ABCDE (criado pela AHAS) representava o que deveria ser feito e a ordem. A qual se deve seguir, ao socorrer uma pessoa traumatizada.

Sendo assim, era buscado manter os três princípios básicos da sobrevida:

  • A pressão,
  • A respiração,
  • E a circulação

Para que você entenda melhor, cada letra desse método será melhor explicado a seguir.

A (airway ou vias aéreas)

Boneco para estudo de vias aéreas

Descrição acessível: Boneco usado para estudo das vias aéreas no curso de Técnico em Enfermagem.

A primeira coisa que se buscava quando se encontrava com alguém traumatizado era verificar se existia algo impedindo a respiração.

Consequentemente, se observava se existia alguma fratura, lesão ou corpo estranho. E, a partir do momento que tais problemas fossem resolvidos, era colocado um colar cervical para estabilização.

B (breathing ou respiração)

mulher verificando a respiração de um homem inconsciente

Descrição acessível: mulher verificando respiração de um homem inconsciente deitado no chão.

Após ser garantida a passagem das vias áreas, era necessário notar se o paciente estava, realmente, realizando a respiração como deveria.

Dessa maneira, era realizado um exame de tórax para definir o nível da qualidade respiratória. E, caso fosse encontrado algum problema, era realizado os procedimentos necessários, como ventilação mecânica.

C (circulation ou circulação)

mancha de sangue no na rua

Descrição acessível: mancha de sangue no na rua.

Depois dos primeiros socorros, era recomendado o exame para checar se a vítima estava apresentando alguma hemorragia.

Caso estivesse, era preciso conter o sangramento para impedir o surgimento de um quadro de hipovolemia (diminuição acentuada do sangue da pessoa) e, por consequência, trazer um choque hemorrágico (no qual a perfusão sanguínea não é suficiente para manter as atividades orgânicas).

Para uma melhor avaliação, era feito um exame circulatório geral. Com aferição das características do pulso, da coloração da pele e do nível de consciência.

D (disability ou incapacidade)

homem verificando pulso de uma mulher incapacitada

Descrição acessível: homem verificando o pulso de uma mulher desmaiada no chão incapacitada.

Ao chegarmos nesse ponto, já se era esperado existir uma estabilização primária da pessoa traumatizada.

E, por isso, era realizado um exame neurológico inicial chamado AVDI.

No qual, era observado, em ordem:  o alerta, a resposta ao estimulo verbal, a resposta ao estimulo doloroso ou a inconsciência aos estímulos.

E (exposure ou exposição)

realização de um exame geral

Descrição acessível: realização de um exame geral em uma mulher já coberta com manta térmica.

Por fim, mas não menos importante, era realizado um exame mais geral do paciente. Sendo que, era cortada sua roupa em busca de fraturas ou possíveis focos de hemorragia.

Além disso, buscava-se impedir a hipotermia por meio de mantas térmicas.

Veja também:




O que mudou no XABCDE?

Agora que você compreendeu todos os passos do antigo ABCDE do trauma, deve estar se perguntando: “Mas afinal, o que mudou?”

A resposta para essa pergunta é bem simples: de modo geral nada mudou no modelo, entretanto foi acrescentado o X antes de qualquer outro procedimento.

O acréscimo desse X diz respeito ao controle de hemorragias graves, as quais devem ser contidas antes mesmo de realizar o A de vias aéreas.

Isso porque já é comprovado que o que mais se mata no trauma é a hemorragia, ainda que a via aérea seja o que mate mais rápido.

Entretanto, essa mudança já era esperada, até porque, na prática, isso já era feito por diversos profissionais.

Para você ter uma ideia, na França, desde 2008, isso já era protocolado pelo serviço militar para o socorro de soldados feridos em campo.

Porém, não se deve confundir o X desse novo modelo com o C, pois deve-se realizar ambos em diferentes momentos.

O X deve ser entendido como a observação e contenção (principalmente por meio de torniquetes) de hemorragias graves o suficiente para por fim a vida quase que imediatamente.

Já o C, diz respeito a resolução de hemorragias não tão graves, mas que, com o passar do tempo, colocariam a vida da pessoa em risco.

Por isso, mesmo que se busque conter os sangramentos mais visíveis e abundantes em um primeiro momento, não se deve esquecer da realização de exames mais detalhados em seguida, pois, alguns deles, podem indicar, até mesmo, a existência de hemorragias internas.

Separamos dois vídeos sobre o tema, para você:

Conclusão

Assim, na atualização PHTLS da 9ª edição, é esperado que os profissionais consigam melhorar sua performance em relação ao salvamento das vítimas de acidente.

Dessa maneira, o novo ABCDE do trauma, vem com a ideia de somar, cada vez mais, para a evolução da medicina e a melhora no tratamento de saúde de todas as pessoas ao redor do mundo.

Finalizando, é sempre importante lembrar que todos os profissionais devem estar atentos as mudanças que a área da saúde sempre está sujeita.

Isso porque a evolução da ciência vem para nos ajudar. E, não estar atento a essas transformações pode custar a vida de quem quer que esteja em nossas mãos.

E para finalizar, mais links sobre o assunto:

Referências bibliográficas

APH, Instituto Brasileiro de. Atualização no PHTLS, agora é XABCDE (mudança no exame primário). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=9A0cmIqIVtc, acesso em 26 de dezembro de 2018.
ABCDE do trauma: tudo o que você precisa saber. Disponível em: http://www.mv.com.br/pt/blog/abcde-do-trauma–tudo-o-que-voce-precisa-saber, acesso em 28 de dezembro de 2018.
PROFISSÃO, enfermagem. PHTLS o que Mudou?? – Atualização no PHTLS Principais Mudança – 9 edição. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=mzZSdgcZZIE, acesso em 26 de dezembro de 2018.

Gostou? Então compartilhe esse artigo para que mais profissionais fiquem por dentro dessa atualização importantíssima! :)

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13 respostas
  1. MARCOS
    MARCOS says:

    como estagiário em TST,
    mostra o como é importante ter a ligação entre o APH E O TST.
    SOU SOCORRISTA VOLUNTÁRIO E FOI DE GRANDE AJUDA PARA ATUALIZAÇÃO E APRENDIZAGEM.
    MUITO OBRIGADO.

    Responder
  2. Douglas Aurelio santos
    Douglas Aurelio santos says:

    excelente site Parabens, tbm sou tec.enfermagem atuando no APH. OBRIGADO PELA CRIACAO DO SITE, assim temos um canal para todos nos,tec.enfermagem troca informacoes e experiencias.

    Responder

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